domingo, 21 de abril de 2013

Vigésimo Quarto e Vigésimo Quinto Voo

Aproveitando a volta de Timóteo passamos em Itabira para ver se conseguíamos realizar mais alguns voos. Quando chegamos na rampa o Nilson ainda não tinha chegado para acompanhar o voo e o vento estava muito forte. Aproveitei para resgatar o Alexis que tinha feito um pousado forçado com a ajuda de um rotor.

Assim que chegamos na rampa o vento diminuiu muito a sua intensidade. Foi do muito forte para o muito fraco. Como o lema agora é treinar pouso, parti pro prego. Decolagem perfeita me mantive voando o quanto deu e fui para o pouso. Aproximadamente 5 minutos de voo. A aproximação foi perfeita novamente, mas o pouso não. 

Troquei umas idéias com o Vicente sobre o pouso e observei o Nilson pousando pra ver se eu percebia onde estava errando. Percebi que o meu erro estava na hora do stoll. Não estava puxando o freio totalmente.

Fomos resgatado. Subimos para rampa novamente, mas a condição continuava a mesma. Como vi que não ia mudar parti para outro prego. Mais uma vez outra decolagem perfeita.  Tentei me manter no voo o quanto deu, mas deu outros 5 minutos de voo.

Fiz a aproximação perfeita e lembrando do que tinha que fazer na hora do pouso. Pouso perfeito. Nem precisei corre. PQP. Até que em fim consegui fazer um pouso correto.

No mais foi subir pro mata burro e conversar um pouco.

Local: Rampa Itabira - Leste (Principal)
Quantidade de voo: 2
Tempo de voo: 10 minutos
Pouso: 80%

Total
Quantidade de voo: 25
Tempo de voo: 9 hora e 03 minutos

sábado, 20 de abril de 2013

Vigésimo Segundo e Vigésimo Terceiro Voo

Sabadão com previsão de muito sol e eu e a família com compromisso em Timóteo. A Cris com trabalhos para resolver e eu ir no 6º Encontro Nacional de Motociclista de Timóteo, mas nem o encontro e os amigos presentes no evento me seguraram de fazer um voo em Itabira.

Cheguei em Itabira e a turma estava toda esperando uma melhora do vento na rampa Leste (Principal) enquanto a Rampa Norte estava soprando. Eu e Nilson fomos para lá e resolvemos fazer um prego enquanto a condição não melhorava.

Logo após o Nilson sair, fiz o procedimentos de engate, revisão, controle e corrida. Saída tranquila. Como estava com pouco vento tentei sustentar raspando o morro, mas sem sucesso. Fiquei no máximo uns 5 minutos voando e tive que direcionar para o pouso.

A aproximação mais uma vez foi perfeita, mas o pouso deixei a desejar novamente. Não consegui pousar em pé.

Fomos resgatados e voltamos para a rampa que tinha mudado a direção do vento para a Rampa Principal.

Preparei o equipamento, fiz o procedimentos de engate, revisão, mas na hora do controle foi uma tristeza. Custei consegui colocar a vela na cabeça corretamente. Só consegui colocar depois que o Crânio percebeu que eu não estava colocando força na selete para ajudar a subir a vela. Estava colocando força apenas nos tirantes. Após essa correção foi só sair para o voo.

Como tinha muita gente voando nesse dia decidi ficar um pouco mais afastado da turma que estava tentando se manter voando apenas em cima da rampa. Não demorou muito e comecei a perder altura e direcionei o pouso para o Pouso das Cobras. Fiquei uns 15 minutos voando.

A aproximação foi tranquila, mas o pouso novamente não foi bom. Tá difícil consegui acertar esse pouso. :-(
Fomos resgatados, conversamos um pouco no mata burro e voltei correndo pra Timóteo para participar do encontro.

Local: Rampa Itabira - Leste (Principal)
Quantidade de voo: 2
Tempo de voo: 20 minutos
Pouso: 60%

Total
Quantidade de voo: 23
Tempo de voo: 8 hora e 53 minutos

domingo, 14 de abril de 2013

Vigésimo e Vigésimo Primeiro Voo

Mais uma vez final de semana com previsão de chuva. Ficamos a todo momento em contato com a turma de Itabira para ver se abria alguma janela. No sábado chegamos a ir a Itabira, mas sem sucesso. Não conseguimos nem subir na rampa quando o tempo abriu.

No domingo o tempo deu uma melhorada e fomos cedo para Itabira e aproveitar o tempo para praticar um pouco de controle na escolinha.

Subimos para a rampa, mas o vento estava muito bom. Fiz os procedimentos de saída e a vontade estava tão grande de voar que mal fiz o controle da vela sobre a cabeça já sai para o voo. Ficamos no lift por volta de 55 minutos e assim que o vento não sustentou mais direcionei para o pouso na escolinha.

Não olhei a direção do vento enquanto estava fazendo a aproximação e na última perna da curva perdi bastante altura. Fiz um pouso forçado.
Apesar da tentativa do Ronaldo de me ajudar no pouso não consegui fazer um pouso tranquilo. Estou começando a ficar incomodado com a situação. Alexis conversou comigo me mostrando qual foi o meu erro.
Fomos resgatado pela minha digníssima e voltamos para a rampa para mais uma tentativa, mas dessa vez sem o vento constante como estava antes. Fiz todo o procedimento e fui para o voo achando que daria no máximo um prego. Consegui ficar voando por mais uns 15 minutos.

Dessa vez direcionei o pouso para o Pouso da Cobras. Fiz a aproximação corretamente, mas novamente outro pouso de bunda. Que raiva.

Novamente fomos resgatados pela a Cris e demos uma paradinha no mata burro para conversar e ver os problemas.

Torcer para que a próxima semana o tempo fique mais constante.

Local: Rampa Itabira - Leste (Principal)
Quantidade de voo: 2
Tempo de voo: 1 hora e 10 minutos
Pouso: 30%

Total
Quantidade de voo: 21
Tempo de voo: 8 hora e 33 minutos

domingo, 7 de abril de 2013

Décimo Oitavo e Décimo Nono Voo

Mais um final de semana com previsão de chuva, mas no sábado o tempo estava perfeito. Só o vento que não ajudou. Ficou batendo nas costas da rampa. O jeito foi esperar o domingo.

No domingo o tempo estava nublado, mas com um pouco de vento na rampa norte. Então aproveitamos para fazer uns pregos.

No primeiro voo saí num ciclo fraco, por isso a decolagem foi raspando os matos do morro e como não tinha muita pressão fiz algumas curvas e direcionei para o pouso. Deu uns 5 minutos voando.

A aproximação foi perfeita e o pouso um pouco rápido, mas foi feito com segurança. Assim que pousamos começou a cair uma garoa. Juntamos os equipamentos correndo para dar tempo de fazer outro prego.
Apesar de não gostar da área de pouso dessa rampa estou acostumando.
Se o tempo não estava bom na primeira tentativa a segunda estava pior ainda, mas mesmo com o vento fraco consegui sair melhor que da primeira vez.

O voo foi com menor pressão que o primeiro. Então foi brincar um pouco e ir para área de pouso novamente. Deus uns 4 minutos de voo.

A aproximação e o pouso foi muito parecido com o primeiro, mas dessa vez fiquei mais atento para não descer tão rápido. Outro pouso acelerado, mas em segurança.
Dessa vez vi o momento que posso melhorar para não descer tão acelerado. O problema está em frear um pouco antes do necessário e quando levanto a mão a vela está acelerando. Tenho que deixar pra diminuir a velocidade um pouco mais tarde e perder a velocidade próximo ao solo.
Cleitão, que deu uma passada na rampa, desceu com meu carro e ficamos batendo um papo com a galera. Excelente final de semana.

Local: Rampa Itabira - Norte (Pesque e Pague)
Quantidade de voo: 2
Tempo de voo: 9 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 19
Tempo de voo: 7 hora e 23 minutos

sábado, 30 de março de 2013

Décimo Sétimo Voo

Com a previsão de feriado com bastante chuva, fiquei o final de semana inteiro aguardando a ligação do Mestre Flávio para ir para Itabira e no sábado, mesmo correndo o risco de não voar, parti para Itabira com meu amigo Leo dos Monges MC.

Chegamos lá e a Rampa estava entubada. Não demorou muito para começar a cair uma garoa. Descemos para o Restaurante Pesque e Pague e ficamos aguardando parar a chuva.

Assim que a chuva parou subimos a rampa novamente. A rampa estava entubada, mas tinha algumas pequenas janelas para fazer um prego e para não perder a viagem resolvi ir para o prego e aproveitar a câmera do Leo para fazer uma filmagem.
Peguei o capacete que comprei com o Mestre Flávio. Mais um equipamento comprado. Só não fiz a estréia dele, pois iria voar com o capacete do Leo que tinha a câmera. Mas nesse dia iria estrear o macacão de voo que ganhei. Estou quase com o equipamento completo.
Coloquei o equipamento e após algumas tentativas de controle saí para o voo. Um prego de 6 minutos. Melhor que nada. Como estava fazendo frio o macacão caiu muito bem no dia.

Direcionei o pouso para o alto da escolinha, fiz todo o trabalho de perder altura corretamente, mas errei a última perna. Varei a área que iria pousar e fui para o fundo da escolinha. Perdi a área de pouso, mas pelo menos voei um pouco mais.
Tenho que treinar o pouso. Escolhendo um ponto fixo para o pouso e tentar da melhor forma possível pousar no locar escolhido.
Como já tinha varado o pouso deixei o vela perder altura naturalmente dentro da escolinha e só direcionando para onde seria o pouso. Pouso tranquilo apesar do mato alto.

Depois foi a luta para subir o morro da escolinha. Eram 5 passos para cima e um escorregão para baixo. Custei subir o morro. Pior que isso foi ouvir as risadas do Leo do alto do morro.

Valeu o prego para não perder o final de semana e para mostrar para o Leo que o esporte apesar de ter seus riscos é muito bom.


Local: Rampa Itabira - Leste (Principal)
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 6 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 17
Tempo de voo: 7 hora e 14 minutos

domingo, 17 de março de 2013

Décimo Sexto Voo

Depois de um sábado sem vento e algumas tentativas frustradas de fazer pelo menos um prego, fui embora da Rampa com uma vontade doida de voar. Então combinamos com o Mestre Flávio que voltaríamos no domingo e iríamos voar sob a supervisão do Nilson, pois ele não poderia nos acompanhar no dia.

Juntei a família e partimos para a rampa de Itabira e já na chegada vimos que o vento estava na rampa norte, Pesque e Pague, mas com ciclos pouco constante. Chegaram na rampa Alexis e Adriano que se juntaram a nos na expectativa de melhores ventos. Nos na rampa norte e Alexis na rampa leste, Principal. E o vento mudou totalmente para a Rampa Principal.
Nesse tempo aguardando uma condição melhor para voo fiquei conversando com o Nilson sobre como deveria ser o voo. Ele foi passando diversas dicas de como deveria proceder em algumas situações. Explicando sobre o tipo de voo que seria.
O vento começou tímido e foi ganhando força. Ficou simplesmente fantástico. Vento constante com termais brotando, mas sem ficar muito mexido. Fomos saindo um a um. E todos conseguindo subir nas termais.

Chegou minha vez. Abri a vela, conferir as linhas, fiz os engates, revisei tudo novamente. Com a ajuda do Wilson na segunda tentativa consegui sair para o voo. Não demorou muito para achar uma térmica e começar a subir.

Tava tudo correndo bem até que ocorre uma acidente com Cleitão. P.Q.P. Que susto. Passei por cima do acidente e vi que estava tudo bem com ele e trocamos algumas palavras.

Direcionei para o pouso, mas acabei ganhando mais altura do que já estava. Como ele já tinha me passado que estava bem resolvi aproveitar a oportunidade. Entrei numa térmica e com pouco tempo estava o mais alto que já cheguei até hoje.

O tempo todo lembrando das conversas com o Mestre Flávio e das dicas que o Nilson tinha me passado. Sempre mantendo a pilotagem ativa. Por diversas vezes sentia um lado da vela mais frouxo que o outro e fazia a correção colocando o peso no outro lado.

Resolvi passar por cima de onde o Cleitão tinha acidentado e vi que já tinha conseguido retirar a vela do mato, mas a minha digníssima mandou eu ir para o pouso. Nem questionei. Já estava voando por volta de 2 horas.

Direcionei para a escolinha, fiz a aproximação e fiquei perdendo altura em cima da escolinha até que desci a altura suficiente para fazer o pouso. Pouso tranquilo.

Minha digníssima fez o resgate e subimos para a rampa para conversar um pouco com o Cleitão.

Apesar do susto o safado nem arranhou. A única parte ruim foi a vela que danificou bastante, mas antes a vela do que ele. Graças a Deus não aconteceu algo mais grave, pois o ocorrido não foi nada bonito.

No mais foi juntar as tralhas e voltar para Belo Horizonte mais cedo.

Local: Rampa Itabira - Leste (Principal)
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 2 horas
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 16
Tempo de voo: 7 hora e 08 minutos

domingo, 10 de março de 2013

Décimo Quinto Voo

Aproveitando o retorno de Prado, pedi para o Cleitão pegar o meu equipamento em Belo Horizonte para aproveitar a passada em Itabira e voar um pouco.

Chegando em Itabira encontrei com o Beto no Restaurante Pesque e Pague e pouco depois o Mestre Flávio para me levar até a rampa, pois com a minha moto seria bem difícil.

Subimos e esperamos um condição boa para voar, mas o vento estava na Rampa do Pesque e Pague. Esperamos a condição dar uma melhorada para podermos sairmos.

Cleitão ameaçou sair para voo, mas o Mestre Flávio desceu do voo dele na hora para segurar o ímpeto do menino. Eu também estava doido para voar, mas tivemos que esperar a autorização do Mestre para sair.

Enfim saímos. Foi a primeira vez que consegui ficar em lift na Rampa do Pesque e Pague. A área não é muito grande para lift, mas consegui sustentar uns 30 minutos e quando vi que não dava mais parti para o pouso.
Aí começa o meu problema. Meus pousos não são dos melhores nessa área. É só dar uma olhada no Sétimo e Oitavo Voo.
Mestre Flávio conversou comigo bastante antes do voo e quando estávamos no restaurante para mostrar como deve ser a aproximação. Fiz o combinado e saiu tudo certo. Pouso tranquilo.

Lift no lado norte e ainda um pouso perfeito. Nada melhor para terminar um final de semana excelente.

Depois de uma bate papo em frente ao restaurante restou continuar a viagem de volta para Belo Horizonte com o som estrondoso da moto.

Local: Rampa Itabira - Norte (Pesque e Pague)
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 30 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 15
Tempo de voo: 5 hora e 08 minutos

Prado Moto Rock

Após muita insistência do companheiro de moto clube Leo PP, que não é PP, resolvi ir para o evento de Prado com ele sem saber se iria sair de Belo Horizonte na quinta-feira a noite ou na sexta-feira pela manhã..

Após trabalhar até as 5:00 da manhã da sexta-feira, arrumei a mala e peguei a moto para a viagem até Prado. Com paradas já conhecidas e a estada também, saí sem preocupação com estrada e mais preocupado com o cansaço por ter virado a noite trabalhando.

Parada no Posto 13 em Belo horizonte para abastecer, por volta das 5:30, e a próxima parada programada para Ipatinga, mas a viagem até Nova Era foi tensa. O caminho BH > Itabira > Nova Era foi com muita neblina e em alguns trechos com menos de 50 metros visibilidade. O jeito foi ir devagar, mas aí o cansaço bateu. Parei no posto após Nova Era e comi um pão de queijo com café e depois uma lata de energético.

E não é que o energético funcionou!! A viagem até Ipatinga consegui andar bem, cheguei por volta das 9:00, e até perdi os parafusos do para-lama traseiro. Cheguei lá com o para-lama pendurado. Aí foi o jeito achar um mecânico para fazer um conserto rápido para seguir viagem.

A próxima parada estava prevista para Teófilo Otoni encontrar com Léo PP e abastecer. Cheguei lá por volta das 11:30 com o Léo já preocupado com a minha demora. Foi basicamente abastecer e seguir viagem, pois estávamos doidos para pegar uma praia ainda na sexta-feira.

Gastamos pouco menos de 1 e meia até Nanuque para a última parada para abastecimento, pois daí pra frente seria apenas acelerar até Prado.

Conseguimos chegar a Prado cedo e encontramos com Kael na praia que nos ofereceu estadia caso a casa onde o Zé dos Inconfidentes estivesse cheia. Conversando com Zé decidimos ficar no Kael mesmo, pois estava mais tranquilo. Além de ter lugar para guardar as motos.

O evento pode ser considerado 80% a praia e outros 20% o evento em si. Todo mundo vai pra praia na parte da manhã e só sai de lá no final da tarde. Por isso o evento mesmo só começa depois das 17 horas. 

Na sexta-feira estava tão cansado que o pouco que bebi fiquei louco. Pedi até pra uma catadora de latinha ir comprar remédio pra mim na farmácia, mas ela não quis nem mesmo oferecendo dinheiro.. hahaha... Bêbado é foda...

Acordamos cedo, demos uma passada nos Inconfidentes na farmácia para comprar o bendito do remédio pra mim e depois praia. O dia inteiro na praia tomando uma cerveja e comendo um peixinho. Cansados de tanta folga voltamos pra casa e dormimos.

Acordei pior que estava. Com uma azia do cão. O resto da noite foi toda sentado e batendo papo com o Kael na barraca dele. Não aguentei muito e fui deitar. Aproveitei pra descansar bastante, pois sairíamos no domingo cedo.

Saímos as 6 da manhã em ponto e logo nas primeiras curvas mais fechadas de Teixeira de Freitas vimos uma acidente com uma mulher e na curva seguinte outro acidente. Todos com a turma que estava indo embora de Prado. Serviu de alerta para a nossa voltar ser feita com mais atenção. Demos uma parada no segundo acidente, o pessoal do Inconfidentes tinha parado.

Chegamos em Nanuque por volta das 8:30 onde lanchamos e abastecemos. Combustível suficiente para chegar em Teófilio Otoni. Apesar da quantidade de moto que tinha na estrada a viagem foi muito tranquila. Chegamos em Teófilio Otoni por volta das 10:00 onde o Léo, ficou para passar mais uns dias com seu tio e seguiria viagem até Itabira para fazer um voo de parapente.

Sozinho novamente, enrolei o cabo com força gastei 2 horas certinha até Ipatinga, mas não adiantou muito. Já em Ipatinga me avisaram que a ponteira do meu escapamento tinha caído. A moto estava com um barulho escroto, mas como viajo escutando música nem percebi a diferença. 

Em Ipatinga foi basicamente abastecer e seguir viagem até Itabira onde gastei mais uma hora.

Excelente viagem, excelentes companhias, praia, cerveja e contra tempos. Viagem completa. Que venham mais como essas, mas sem perder partes da moto.

domingo, 3 de março de 2013

Décimo Terceiro e Décimo Quarto Voo

Esse final de semana estava previsto chuva na parte da tarde, mas como a gente teria que ir para Timóteo, levei o equipamento junto, pois na volta para Belo Horizonte iríamos passar próximo a rampa e se tivesse sol aproveitaria para voar.

Chegamos na rampa e a turma estava toda lá esperando rolar um vento para sair para voo, mas quando veio, não veio forte. Ficou um ventinho fraco soprando na rampa.

O primeiro a sair foi o Mestre Flávio que ia fazer um voo duplo. Então esperamos ele sair para ver se pelo menos sustentava e assim que ele saiu e vimos que ele conseguiu sustentar por alguns minutos foi um alvoroço para sair. Todo mundo estava esperando o biruta pra não perder o voo.

Brunão saiu para o voo e logo depois eu fui. Fiz os procedimentos de rampa e corri para o voo. Dessa vez voei com o meu rádio xing ling que comprei.
O rádio é terceiro equipamento que compro. Um rádio amador Icom V-89 (não existe esse modelo da Icom). O xing ling mostrou que funciona direito. Só tenho que memorizar as funcionalidades dele. :-)
Mesmo com o vento fraco conseguimos ficar por volta de 15 minutos voando. Quando perdi muita altura direcionei para o pouso das cobras. Pouso perfeito.
Esse pouso das cobras tem suas vantagens. É perto para o resgate, podemos ficar tentando voar o máximo que quisermos e você pode escolher onde quer pousar e qual a direção. A desvantagem é que o pouso é acelerado por não ter vento. Aí tem que correr um pouco para comer capim.
A minha digníssima fez o resgate e voltando para a rampa vimos o Wilson conseguindo se manter em voo. Foi só o tempo de voltar para a rampa e voar de novo.

Procedimentos de rampa feito, controle e corrida para o voo. Nesse segundo voo tive que ignorar a regra de tráfego, pois o piloto que vinha direção não respeitou. Essa situação ainda não tinha ocorrido comigo, mas serviu como alerta.
É melhor perder o voo por não conseguir ficar no lift do que perder os dentes ou até mesmo a vida por bater de frente com outro piloto. A regra existe, mas ao que parece nem todo mundo conhece ou nem todo mundo segue. É como o Mestre Flávio sempre fala: na dúvida sai de perto.
Como o vento continuou fraco, não consegui ficar mais que 20 minutos voando e novamente direcionei para o pouso das cobras, mas dessa vez estava querendo pousar onde o Brunão tem costume de fazer o pouso que é uma área mais alta, mas a área de pouso é menor. Consegui fazer outro pouso perfeito.

Mais uma vez a digníssima fez o resgate e quem ficou tomando conta das crianças hoje foi o Beto. Valeu Beto.

Para um dia que estava correndo o risco de chover conseguir fazer 35 minutos de voo está bom de mais.

Nesse segundo controle na rampa ganhei um elogio do Mestre Flávio. Os treinamentos que fiz valeram à pena.

Nesse dia vi o Cleitão voando com a vela nova dele. É simplesmente um absurdo o tanto que a vela voa. Além de ser muito bonita. Até o Wilson que possui uma vela do mesmo modelo só que mais antiga elogiou a vela.

De resto foi bater um papo no mata burro e voltar para casa.

Local: Rampa Itabira - Principal
Quantidade de voo: 2
Tempo de voo: 35 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 14
Tempo de voo: 4 hora e 38 minutos

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Décimo Segundo Voo

Com voo já agendado na semana passada, foi basicamente juntar a turma e o equipamento e ir para rampa. Desta vez iriamos eu, os gêmeos Gustavo e Guilherme, Daniel e Rafaela. A Cris tinha alguns compromissos e não pode ir. A intenção era sair as 13 horas e no máximo as 15 já está voando.

Deixei para abastecer o carro no Posto 13 na saída de Belo horizonte. Chegando lá pedi o frentista para colocar a gasolina v-Power, mas na hora de pagar vi que ele estava colocando na bomba a mangueira de etanol. Tive que perguntar pro cara: 
Eu - O Sr colocou etanol no meu carro?
Frentista - Sim.
Eu - Mas eu pedi a V-Power.
Frentista - Desculpa.
Eu - Desculpado, mas o meu carro não é flex.
Frentista - PQP, põe seu carro na rampa que eu vou tirar.

hahaha... Lá se foi o meu planejamento. Mantive a calma e esperei o cidadão retirar o combustível que tinha no carro. Perdemos mais de uma hora nessa brincadeira.

Chegando em Itabira foi só o tempo de cumprimentar a turma, arrumar o equipamento e voar.

A galera da rampa Itabira é muito gente boa, mas esse dia foi fora do normal. Na hora que estava retirando o equipamento da bolsa o Alexis veio tomou a vela da minha mão e junto com a turma que estava na rampa abriram a vela e revisaram todas as linha enquanto estava colocando a selete. Quando eu levantei a cabeça ele já estava com os tirantes na minha frente e o resto da galera já fazendo o varal pra eu sair. Foi basicamente fazer o engate e voar. Essa turma é do caralho. 
Foi aí que eu ouvi o comentário: "Essa galera de Itabira não tem jeito. Se o cara vier e não quiser voar, a galera põe o equipamento no cara e chuta ele rampa a baixo." :-)
Foi o melhor voo que já fiz até hoje. Vento constante e térmicas por todos os lados. Consegui enroscar em várias e treinar um pouco. Acho que foi o mais alto que cheguei até hoje. Foi uma hora e meia de voo perfeito. O maior tempo voando.

Foi a primeira vez que voei e que tinha asa delta voando. É muito bacana ver o céu de Itabira cheio da galera de voo livre, mas ainda não consegui ver como eles conseguem pousar. Deve precisar de uma pista de pouso gigante.

Como a condição estava perfeita não houve aglomeração em um único ponto. Em qualquer lugar que você ficasse, pelo menos conseguia se manter em voo. As melhores térmicas que peguei foram na frente da rampa e se eu via um urubu enroscando em uma térmica, corria pra lá. Atrapalhei o voo de um monte de urubu. :-)

O pouso foi mais uma vez direcionado para o Pouso das Cobras. Pouso tranquilo e graças a Deus não vi nenhuma cobra até hoje.

Fomos resgatados pelo o Luis e seguimos para o mata burro onde a galera estava reunida.

No mata burro tomei uma chamada do Mestre Flávio por ter voado novamente sem o rádio.
Valeu Mestre por além de dar uma chamada mais tranquilo, ainda desceu com o carro e a meninada toda.

Local: Rampa Itabira - Principal
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 1 hora e 30 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 12
Tempo de voo: 4 hora e 03 minutos



Foto: Gustavo / Guilherme

Foto: Gustavo / Guilherme

Foto: Gustavo / Guilherme

Foto: Gustavo / Guilherme

Foto: Gustavo / Guilherme

Foto: Gustavo / Guilherme

Foto: Gustavo / Guilherme

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Décimo Primeiro Voo

Esse dia foi muito bacana. Fizemos um churrascão na rampa de Itabira e foi uma galera muito massa para essa confraternização. Conheci um monte de gente nova. Inclusive pessoas que voam em Itabira, mas que tinha tempo que não ia.

Vento constante na rampa do Pesque e Pague. Parecia que iria rolar mais um prego pra mim no final do dia. Os pilotos que saíram mais cedo para voar conseguiram excelentes voos mesmo sendo lá. Inclusive o Beto que conseguiu subir muito e resolveu pousar dentro de Itabira. O jeito foi ficar comendo carne e batendo papo com a turma.
Interessante um comentário que o Vicente fez e que faz parte da minha explicação quando alguém me pergunta o motivo de ter feito o curso em Itabira. Ele disse: Aqui na rampa de Itabira só tem gente boa e quem entra é gente boa. Realmente a turma é muito gente boa. Tem sempre alguém disposto a ajudar. Eu sou prova disso. Quase todo mundo ou me ajudou a levantar voo ou a pousar.
O vento deu uma calada e nem soprando atravessado na rampa principal estava mais. Foi quando mestre Flávio falou que o vento ia mudar para rampa principal. Confesso que tive as minhas dúvidas e já estava me convencendo que iria fazer mais um prego. Alguns tentaram sair, mais ficaram somente no prego.

Como diz o Wilson: se for pra fazer prego é melhor esperar o final do dia. Vai que o tempo melhora e você já está na área de pouso.

E não é que começou a ter vento na rampa principal e mantendo o pessoal no lift. O primeiro a sair foi o Nilson. Quando a gente percebeu que ele não estava só se mantendo, mas também subindo. Foi saindo um atrás do outro. Esperei o Flávio voltar para a rampa e autorizar a saída.

Após a autorização fui igual o The Flash. Peguei o equipamento correndo, fiz os engates, revisão, controle, corrida e voo.

Quando cheguei no ponto em que o pessoal tinha conseguido ganhar bastante altura a térmica acabou. Consegui pegar apenas o finalzinho dela. Tô muito azarado mesmo. Acho que fiquei pelo menos a metade da altura que o resto do pessoal conseguiu chegar. Mesmo assim foi o mais alto que já consegui ficar em Itabira. 

Quando todo mundo começou a perder altura foi aquela confusão em cima da rampa. Por isso me posicionei mais longe da rampa e consegui permanecer bastante tempo voando, mas para isso tive que ficar mais perto do morro para conseguir sustentação.
Ainda tenho muito receio de ficar nesses lugares onde ficam muitos pilotos juntos. Qualquer erro pode acabar causando um acidente e você não sabe se todo mundo vai respeitar as regras de tráfego. Prefiro ficar longe e se por acaso perder altura vou para o pouso, mas com todos os dentes e ossos inteiros. :-)
Acho que fiquei no mínimo uns 40 minutos no lift. Pra quem achava que ia fazer um prego tá excelente.

Pela primeira vez direcionei o pouso para o Pouso das Cobras. O pessoal sempre me falou que a área é tranquila, mas como não conhecia e tinha mais prática na escolinha sempre ia para o alto da escolinha. E realmente o local é muito tranquilo. Não tem muito vento e você pode escolher a direção que quer pousar. Consegui pousar com tranquilidade.

Fomos resgatado pela a minha digníssima esposa. Que além de fazer a farofa do churrasco muito bem, também sempre nos resgata na área de pouso.
É por isso que não deixo ela fazer aula de parapente. Vou perder o meu resgate se ela começar a voar. Te amo sua linda.... ;-)
De resto foi bater um papo com a galera no mata burro e pedir ao Mestre Flávio que libere o voo mais cedo. 
Já estou torrando a paciência dele com essa história de sair para voo mais cedo, mas como eu já tenho o não dele, não custa tentar. Valeu Mestre. Sei que você vai liberar os próximos passo quando achar que a gente está pronto. Só espero que não demore. :-)

Local: Rampa Itabira - Principal
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 40 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 11
Tempo de voo: 2 hora e 33 minutos

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Décimo Voo

Acho que não poderia ser melhor. Comemorar o meu décimo voo de rampa conhecendo um lugar bonito como Cachoeira Alta - Ipoema.

Acordamos cedo, compramos alguns mantimentos e fomos para Ipoema. Lá esperamos a turma que estava vindo de Itabira para continuar a viagem e era uma galera boa.

Chegando em um lugar próximo a Cachoeira Alta, montamos acampamento e fomos jogar conversa fora e depois treinar controle no campo de futebol. Campo que seria uma das áreas de pouso disponível na região.

Mestre Flávio foi dando alguns toque na hora do controle de vela. Consegui treinar bastante controle, sair do chão em alguns momentos e até ser arrastado com vela e tudo. :-)
É interessante ver pessoas como o Ronaldo que sempre que pode fica treinando controle. Me lembro de quando ainda estava na escolinha e ele aparecia para treinar. Mostra que mesmo o pessoal que pratica o esporte a mais tempo sempre procura aprimorar mais a técnica.
Após a chegada o resto da turma, fomos para a Cachoeira Alta. Lá deixamos  no restaurante uma parte da turma que não iria voar e o resto foi para a rampa. A vista lá da rampa é fora do normal. De lá é possível ver além de parte da cachoeira, é possível ver a Serra do Caraça.

Ainda cedo a turma começou a sair para o voo e cada um que saía era um voo mais bonito que o outro. Onde o mais bonito do dia foi realizado pelo o Sergio. O único que não conseguiu muita coisa foi o Nilson que dessa vez direcionou para o lado errado e fez praticamente um prego.

Por volta das 16:00 o Mestre Flávio liberou para o meu voo. Fiz o ritual de sempre. Engate, revisão das conexões e linhas, controle da vela e corrida.

Com receio de fazer um prego direcionei para onde a turma tinha ganhado altura nas térmicas. Não achei nada. Então direcionei para a área de pouso onde o resto da turma tinha pousado. Chegando lá consegui pegar algumas térmicas e ficar brincando um pouco. Cheguei a ter a impressão de ficar numa altura próxima a que tinha saído da rampa.
Como o pessoal já tinha me informado que balançava bastante nas térmicas, ficava esperando balançar para tentar ficar em uma. Consegui ficar por mais tempo voando mesmo longe da rampa. Gostei muito da experiência.
Quando não deu mais para sustentar foi basicamente perder altura, pois estava praticamente em cima da área de pouso e pra melhorar o Ronaldo foi passando o caminho para o pouso. Não podia dar em outra, pouso perfeito. Acredito que não tenha dado mais que 10 minutos de voo.

De resto foi caminhar para o campo onde o pessoal estava nos esperando, comer um lanche e pegar a família, que estava brincando no rio, para voltar para Belo Horizonte.

Um dia perfeito. Muita natureza, excelentes pessoas, conhecendo novas pessoas e podendo voar em lugar diferente.

Que venha mais dias como esse.

Local: Rampa Cachoeira Alta - Ipoema
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 10 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 10
Tempo de voo: 1 hora e 53 minutos


Foto: Flávio Valadares

Foto: Rodrigo Ribeiro/Igna Lima

Foto: Rodrigo Ribeiro/Igna Lima

Foto: Rodrigo Ribeiro/Igna Lima

Foto: Rodrigo Ribeiro/Igna Lima

Foto: Flávio Valadares

Foto: Flávio Valadares

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Nono Voo

Como o desânimo($$$) de ir pra Bahia bateu forte, o jeito foi ficar em Belo Horizonte e esperar até segunda-feira de carnaval pra ver se rolava um tempo bom pra voar e ir pra Itabira.

E segunda-feira foi muito bacana, pois meu irmão Marcos e sua noiva, Juliana, foram com a gente para mais um dia de Voo. Além da Cris que iria fazer o voo duplo com o Mestre Flávio e as crianças que sempre nos acompanha.
Já tinha conversado com o Marcos sobre o voo de parapente e ele me disse que em Juiz de Fora tem rampa. Eu estava tentando convencer ele de fazer as aulas lá. Acho que dessa vez ele anima de vez a fazer o curso.
Nesse dia foi o tempo estava muito bom. Vento constante e na rampa principal. Estava esperando isso, pois além de rolar um lift, estava doido pra tirar a inhaca da semana passada onde tomei dois tombos no pouso. Além do mais iria estrear a vela que comprei do Serjão.
É assim mesmo, quem não nasceu em berço de ouro ou ganhou na mega sena tem que comprar usado no início mesmo. O investimento inicial é alto para comprar todos os equipamentos novos, mas vale cada centavo para praticar o esporte. Já tinha comprado a selete e agora a vela. Faltam vários equipamentos ainda, mas aos poucos vou comprando.
Engatei os tirantes, fiz a revisão, controle da vela na cabeça e corri pra ganhar o mundo. Excelente saída novamente. Os treinamentos de controle que fiz estão valendo a pena.

Fiquei curtindo a Serra dos Doze e tentando subir o máximo que dava. Consegui passar duas vezes pela a rampa, mas lá estava congestionado, tava todo mundo querendo ficar lá pra consegui ficar no lift e quando me afastei um pouco perdi altura. Mas foi bom, pois consegui passar algumas vezes perto da Cris e do Flávio fazendo o voo duplo. 

Como vi que não tinha mais sustentação para ficar no lift direcionei para o pouso. Consegui ficar uns 15 minutos no lift.

Fazendo a aproximação para o pouso vejo o Flávio com a Cris e o Bruno vindo também para o pouso. Apesar de estar a frente do Flávio, ele perdeu altura mais rápido que eu e acabou aterrissando pouco antes. Deu tempo de ver a Cris caindo igual um tronco podre pra frente. Fiz a aterrissagem perfeita.

Como a Cris também fez o voo, a tarefa de fazer o resgate ficou com o Marcos. Além de ir tem que trabalhar também. :-)

Foi muito bacana a ida do meu irmão e de sua noiva. Espero ver ele mais vezes e se tudo der certo, pra voarmos junto.

Combinamos de pegar o último dia de carnaval e irmos para Cachoeira Alta em Ipoema. Que venha novas rampas.

Local: Rampa Itabira - Principal
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 15 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 9
Tempo de voo: 1 hora e 43 minutos

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sétimo e Oitavo Voo

O dia começou bem. Pulo da cama, olho para o céu e nenhuma nuvem. Sol rachando. Junto as tralhas e a família e seguimos rumo a Itabira. A intenção do dia é praticar controle na escolinha na parte da manhã e voar da rampa na parte da tarde.

Na escolinha o vento estava ideal para praticar. Vento constante e apenas algumas rajadas mais fortes que daria para aproveitar e tirar os pés do chão. Consegui fazer vários controles e vi que realmente estava precisando praticar.

Fomos para a rampa, mas o vento estava soprando com toda força na Rampa do Pesque e Pague. Como estava muito bagunçado o Mestre Flávio não me deixou voar. Nesse caso é sentar e esperar uma condição para poder voar.

Depois de muita espera chegou a minha hora. Equipamento conectado, vela na cabeça, controle realizado e correr pra voar. Em alguns momentos senti alguns solavancos, mas nada que preocupasse. A vontade mesmo é que esses solavancos fossem alguma térmica e a vela subisse. Não consegui ficar muito tempo, mas deu pra curtir uns 5 minutinhos brincando. Quando senti que não teria mais sustentação direcionei para o pouso.

Foi aí que começou o problema. Mentalizei o trajeto, direcionei, mas chegando perto do pouso perdi muita altura. Desci a favor do vento e na direção do morro. Tentei corre, mas não teve jeito. Virei Jean Claude Van Damme em Desafio Mortal. Capoeira na alta. Pernada pra todos os lados. Capote subindo a ladeira foi a primeira vez... :-)

Algumas escoriações no joelho, um monte de barro para todos os lados do corpo e o orgulho ferido. Primeiro capote desde que comecei a voar da rampa. E lá se vai os 100% no pouso. Pelo conjunto valeu 25% por não ter acontecido nada pior.

Arrumei o equipamento e Bruno avisou que eu tentaria outro voo. Minha digníssima esposa fez o resgate e partimos para uma nova tentativa.

Equipamento conectado novamente, vela na cabeça e correr pra voar. Desta vez não teve muito o que fazer foi basicamente brincar um pouco e direcionar para o pouso. Tinha menos sustentação que a primeira tentativa. Acredito que tenha dado no máximo uns 3 minutos em voo.

Mais uma vez, metalizei o pouso, direcionei contra o vento, fiz a aproximação e... estolei alto, segundo o Cleitão. Dessa vez rolou uma Capoeira de Angola. Pernas a meia altura. O locais do corpo que não tinha sujado de barro no primeiro capote, sujei no segundo.
No dia que consigo melhorar o controle piorei no pouso. Não vou mais treinar controle. Prefiro não saber controlar a vela em solo do que sair todo arranhado dos pousos. :-) Mesmo que a vontade seja de ficar mais tempo voando, os pregos são importantes para treinar tanto o saída da rampa quanto o pouso. Por isso tem que treinar os dois e ficar bom nos dois.
Nessa não teve orgulho ferido, foi ódio mesmo. Dois capotes no mesmo dia e praticamente no mesmo lugar. Tudo bem que o local não é dos melhores para pouso, mas dois capotes é sacanagem. Vou me dar 75% pelo o pouso, pois errei no momento do estol.
Nesse dia aconteceu um fato que serviu pra deixar o resto do grupo mais alerta sobre a atenção que se deve ter ao fazer as conexões do parapente. Um dos pilotos fez os engates, mas não conferiu se estava tudo correto e não viu que um dos mosquetões não fechou corretamente. Ficando um tirante preso apenas pela a ponta do mosquetão. Apesar de ser um esporte gostoso e seguro, existe o risco e precisamos estar sempre muito atento ao que estamos fazendo para que não ocorra acidentes mais graves.
Depois desse dia, o jeito é voltar pra Belo Horizonte, pensar nos erros cometidos e tomar um banho, pois tava com barro pelo o corpo inteiro.

Local: Rampa Itabira - Pesque e Pague
Quantidade de voo: 2
Tempo de voo: 8 minutos
Pouso: 50%

Total
Quantidade de voo: 8
Tempo de voo: 1 hora e 28 minutos

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sexto Voo

Depois de muito tempo de chuva, um final de semana em que teria uma janela para fazer alguns voos.

Eu e Cleitão saímos de Belo Horizonte um pouco tarde, mas chegamos a Itabira com uma janela pequena na rampa. Para todos os lados só se via muita nuvem carregada e chuva.

Chegamos a abrir os parapentes, mas como o risco de chover estava grande decidimos recolher tudo e ir para o Restaurante Pesque e Pague aguardar a chuva parar e aproveitar para comer alguma coisa, pois tanto ele como eu estávamos apenas com café da manhã na barriga.

O único que conseguiu fazer um voo foi o Nilson, mas que passou aperto pra descer.

A chuva parou e resolvemos ir para rampa novamente, mas chuva tinha tornado a subida ainda mais difícil. Além dos buracos, a subida ficou escorregadia. Precisamos de alguns empurrões para o carro subir.

Chegamos na rampa e nada de vento. Estava pintando mais um prego em nossas vidas. Como um prego é melhor que nada, fomos de prego mesmo. 
Tive uma dificuldade grande em conseguir fazer o controle da vela na hora da saída. Precisei de uma 5 tentativas até consegui estabilizar a vela sobre a cabeça. Estou precisando de uns dias de escolinha para treinar.
Felizmente consegui sair, mas o voo não durou mais que 3 minutos. Por alguns momentos ainda tive a sensação que conseguiria ficar um pouco mais, mas não deu. Tive que direcionar para a área de pouso.

O pouso foi perfeito. Tive tempo de sobra para direcionar o parapente contra o vento e diminuir a velocidade.
Nesse dia testei a selete que o Ramom estava vendendo. Estranhei um pouco no início, pois estava voando sempre com a mesma selete que o Mestre Flávio me emprestava. Pra quem está com as condições financeiras não muito confortável no momento, essa selete veio em uma boa hora e com um preço bom. Tirando os curativos, protetor solar, hidratante emprestado da esposa para aliviar as queimaduras de sol, esse está sendo o primeiro equipamento que compro.
O dia só não foi perdido devido a esse prego, mas já sentia necessidade de praticar controle. Se tudo correr bem amanhã volto pra Itabira na parte da manhã para treinar na escolinha.

Local: Rampa Itabira - Principal
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 3 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 6
Tempo de voo: 1 hora e 20 minutos


Foto: Flávio Valadares

Foto: Flávio Valadares

sábado, 12 de janeiro de 2013

Quinto Voo

Aproveitando que as crianças estão de férias estou levando a patroa para todos os lugares, mas dessa vez ela estava fazendo questão de ir para Itabira, pois tinha combinado com o Mestre Flávio o voo duplo. Ela estava mais ansiosa que eu para voar. 

Chegando na Rampa com as condições perfeitas. Vento constante e de velocidade média para o voo. Rapidamente buscamos o equipamento e me arrumei para a decolagem.

O vento na rampa estava fraco, mas assim que inflava a vela ela pegava a parte mais forte do vento e virava toda. Precisei de umas quatro tentativas para consegui colocar a vela sobre a cabeça corretamente, mas assim que consegui corri para decolar.

Nesse momento já tinha 5 parapente no ar, o Wilson também estava tentando decolar junto comigo, o Flávio ia fazer um voo duplo com um amigo dele e nada do Cleitão chegar. Nesse dia ele estava em Belo Horizonte e o relógio dele parou.

O problema maior foi que decolei sem o rádio e dessa maneira o Flávio não conseguia falar comigo. Assim que ele decolou para o voo duplo conseguimos trocar umas palavras e informei que estava tudo tranquilo.

Nesse dia a atenção especial era para o tráfego, pois haviam muitos pilotos no ar e o cuidado tinha que ser redobrado para fazer qualquer manobra.

Nesse dia explorei lugares que não tinha ido ainda, fui além do morro das pedras, e como o vento estava forte consegui por diversas vezes passar por cima da rampa.

Assim que comecei a perder altura direcionei para área de pouso. Fiz a aproximação e como estava sem vento na escolinha pousei novamente sem nem precisar correr. Outro pouso perfeito.

Logo depois que pousei vieram outros pilotos e inclusive Cleitão que consegui fazer o seu primeiro lift.

Cris veio me resgatar e teve que ficar esperando o resto da galera pra subir com a gente. Quando chegamos na rampa o Flávio achou que estava tarde e deixou o voo duplo para uma próxima oportunidade. Ela já ameaçou que na próxima oportunidade ela vai voar e eu que vou fazer o resgate.

Mais uma volta para Belo Horizonte feliz da vida. Foi sem sombra de dúvida o melhor e mais longo voo que fiz. Fiquei mais ou menos 40 minutos voando.

Local: Rampa Itabira - Principal
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 40 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 5
Tempo de voo: 1 hora e 17 minutos

sábado, 5 de janeiro de 2013

Quarto Voo

Mais uma vez as condições de voo não estavam boa na hora que fomos decolar. Pouco vento e nem um pouco constante. Então fomos para o prego mais uma vez.

Qualquer voo para quem está iniciando já vale muito. Fico a semana inteira vendo se o tempo vai ser favorável no final de semana.

Eu e Cleitão tivemos que revesar o equipamento, pois ainda não temos os nossos.

A decolagem teve que ser diferente do que eu estou acostumado. Normalmente fico segurando os tirantes A e o D para fazer a inflagem, mas dessa vez o Mestre Flávio pediu que eu fizesse segurando o batoque no lugar do tirante D. Já tinha feito algumas decolagens assim na escolinha, mas não tinha feito na rampa.
Esse é uma forma de inflagem que é usada normalmente com pouco vento, pois dessa maneira não força tanto os bordos de fuga que serve como freio da vela.
Consegui fazer a decolagem depois de algumas tentativas, mas como o vento estava escasso foi praticamente voar e pousar. Não tive tempo nem de brincar direito. O Flávio me colocou pra ir direto para área de pouso.

O pouso, mais uma vez, foi perfeito. Aproximação e pouso tranquilos.
A diferença entre voar do morro na escolinha e da rampa é o tempo que você tem para pensar em como irá proceder. Na escolinha devemos ficar no ar por volta de 5 segundos. Já na rampa em voo de prego, que basicamente o que se faz na escolinha, deve dar pelo menos uns 2 minutos. Tem tempo de sobra pra analisar todas as variáveis. Deve ser por isso que tomava tanto capote. hahaha
De qualquer maneira foi um voo tranquilo e consegui praticar mais um pouco. Nesse dias nossas senhoras (Cristhina e Priscilla) estavam presente e fizeram o resgate.

Cristhina já animou a fazer um voo duplo com o Flávio e a Priscilla está criando coragem, mas acho que ela não vai resistir e vai voar também.

Local: Rampa Itabira - Principal
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 2 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 4
Tempo de voo: 37 minutos