sábado, 30 de março de 2013

Décimo Sétimo Voo

Com a previsão de feriado com bastante chuva, fiquei o final de semana inteiro aguardando a ligação do Mestre Flávio para ir para Itabira e no sábado, mesmo correndo o risco de não voar, parti para Itabira com meu amigo Leo dos Monges MC.

Chegamos lá e a Rampa estava entubada. Não demorou muito para começar a cair uma garoa. Descemos para o Restaurante Pesque e Pague e ficamos aguardando parar a chuva.

Assim que a chuva parou subimos a rampa novamente. A rampa estava entubada, mas tinha algumas pequenas janelas para fazer um prego e para não perder a viagem resolvi ir para o prego e aproveitar a câmera do Leo para fazer uma filmagem.
Peguei o capacete que comprei com o Mestre Flávio. Mais um equipamento comprado. Só não fiz a estréia dele, pois iria voar com o capacete do Leo que tinha a câmera. Mas nesse dia iria estrear o macacão de voo que ganhei. Estou quase com o equipamento completo.
Coloquei o equipamento e após algumas tentativas de controle saí para o voo. Um prego de 6 minutos. Melhor que nada. Como estava fazendo frio o macacão caiu muito bem no dia.

Direcionei o pouso para o alto da escolinha, fiz todo o trabalho de perder altura corretamente, mas errei a última perna. Varei a área que iria pousar e fui para o fundo da escolinha. Perdi a área de pouso, mas pelo menos voei um pouco mais.
Tenho que treinar o pouso. Escolhendo um ponto fixo para o pouso e tentar da melhor forma possível pousar no locar escolhido.
Como já tinha varado o pouso deixei o vela perder altura naturalmente dentro da escolinha e só direcionando para onde seria o pouso. Pouso tranquilo apesar do mato alto.

Depois foi a luta para subir o morro da escolinha. Eram 5 passos para cima e um escorregão para baixo. Custei subir o morro. Pior que isso foi ouvir as risadas do Leo do alto do morro.

Valeu o prego para não perder o final de semana e para mostrar para o Leo que o esporte apesar de ter seus riscos é muito bom.


Local: Rampa Itabira - Leste (Principal)
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 6 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 17
Tempo de voo: 7 hora e 14 minutos

domingo, 17 de março de 2013

Décimo Sexto Voo

Depois de um sábado sem vento e algumas tentativas frustradas de fazer pelo menos um prego, fui embora da Rampa com uma vontade doida de voar. Então combinamos com o Mestre Flávio que voltaríamos no domingo e iríamos voar sob a supervisão do Nilson, pois ele não poderia nos acompanhar no dia.

Juntei a família e partimos para a rampa de Itabira e já na chegada vimos que o vento estava na rampa norte, Pesque e Pague, mas com ciclos pouco constante. Chegaram na rampa Alexis e Adriano que se juntaram a nos na expectativa de melhores ventos. Nos na rampa norte e Alexis na rampa leste, Principal. E o vento mudou totalmente para a Rampa Principal.
Nesse tempo aguardando uma condição melhor para voo fiquei conversando com o Nilson sobre como deveria ser o voo. Ele foi passando diversas dicas de como deveria proceder em algumas situações. Explicando sobre o tipo de voo que seria.
O vento começou tímido e foi ganhando força. Ficou simplesmente fantástico. Vento constante com termais brotando, mas sem ficar muito mexido. Fomos saindo um a um. E todos conseguindo subir nas termais.

Chegou minha vez. Abri a vela, conferir as linhas, fiz os engates, revisei tudo novamente. Com a ajuda do Wilson na segunda tentativa consegui sair para o voo. Não demorou muito para achar uma térmica e começar a subir.

Tava tudo correndo bem até que ocorre uma acidente com Cleitão. P.Q.P. Que susto. Passei por cima do acidente e vi que estava tudo bem com ele e trocamos algumas palavras.

Direcionei para o pouso, mas acabei ganhando mais altura do que já estava. Como ele já tinha me passado que estava bem resolvi aproveitar a oportunidade. Entrei numa térmica e com pouco tempo estava o mais alto que já cheguei até hoje.

O tempo todo lembrando das conversas com o Mestre Flávio e das dicas que o Nilson tinha me passado. Sempre mantendo a pilotagem ativa. Por diversas vezes sentia um lado da vela mais frouxo que o outro e fazia a correção colocando o peso no outro lado.

Resolvi passar por cima de onde o Cleitão tinha acidentado e vi que já tinha conseguido retirar a vela do mato, mas a minha digníssima mandou eu ir para o pouso. Nem questionei. Já estava voando por volta de 2 horas.

Direcionei para a escolinha, fiz a aproximação e fiquei perdendo altura em cima da escolinha até que desci a altura suficiente para fazer o pouso. Pouso tranquilo.

Minha digníssima fez o resgate e subimos para a rampa para conversar um pouco com o Cleitão.

Apesar do susto o safado nem arranhou. A única parte ruim foi a vela que danificou bastante, mas antes a vela do que ele. Graças a Deus não aconteceu algo mais grave, pois o ocorrido não foi nada bonito.

No mais foi juntar as tralhas e voltar para Belo Horizonte mais cedo.

Local: Rampa Itabira - Leste (Principal)
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 2 horas
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 16
Tempo de voo: 7 hora e 08 minutos

domingo, 10 de março de 2013

Décimo Quinto Voo

Aproveitando o retorno de Prado, pedi para o Cleitão pegar o meu equipamento em Belo Horizonte para aproveitar a passada em Itabira e voar um pouco.

Chegando em Itabira encontrei com o Beto no Restaurante Pesque e Pague e pouco depois o Mestre Flávio para me levar até a rampa, pois com a minha moto seria bem difícil.

Subimos e esperamos um condição boa para voar, mas o vento estava na Rampa do Pesque e Pague. Esperamos a condição dar uma melhorada para podermos sairmos.

Cleitão ameaçou sair para voo, mas o Mestre Flávio desceu do voo dele na hora para segurar o ímpeto do menino. Eu também estava doido para voar, mas tivemos que esperar a autorização do Mestre para sair.

Enfim saímos. Foi a primeira vez que consegui ficar em lift na Rampa do Pesque e Pague. A área não é muito grande para lift, mas consegui sustentar uns 30 minutos e quando vi que não dava mais parti para o pouso.
Aí começa o meu problema. Meus pousos não são dos melhores nessa área. É só dar uma olhada no Sétimo e Oitavo Voo.
Mestre Flávio conversou comigo bastante antes do voo e quando estávamos no restaurante para mostrar como deve ser a aproximação. Fiz o combinado e saiu tudo certo. Pouso tranquilo.

Lift no lado norte e ainda um pouso perfeito. Nada melhor para terminar um final de semana excelente.

Depois de uma bate papo em frente ao restaurante restou continuar a viagem de volta para Belo Horizonte com o som estrondoso da moto.

Local: Rampa Itabira - Norte (Pesque e Pague)
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 30 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 15
Tempo de voo: 5 hora e 08 minutos

Prado Moto Rock

Após muita insistência do companheiro de moto clube Leo PP, que não é PP, resolvi ir para o evento de Prado com ele sem saber se iria sair de Belo Horizonte na quinta-feira a noite ou na sexta-feira pela manhã..

Após trabalhar até as 5:00 da manhã da sexta-feira, arrumei a mala e peguei a moto para a viagem até Prado. Com paradas já conhecidas e a estada também, saí sem preocupação com estrada e mais preocupado com o cansaço por ter virado a noite trabalhando.

Parada no Posto 13 em Belo horizonte para abastecer, por volta das 5:30, e a próxima parada programada para Ipatinga, mas a viagem até Nova Era foi tensa. O caminho BH > Itabira > Nova Era foi com muita neblina e em alguns trechos com menos de 50 metros visibilidade. O jeito foi ir devagar, mas aí o cansaço bateu. Parei no posto após Nova Era e comi um pão de queijo com café e depois uma lata de energético.

E não é que o energético funcionou!! A viagem até Ipatinga consegui andar bem, cheguei por volta das 9:00, e até perdi os parafusos do para-lama traseiro. Cheguei lá com o para-lama pendurado. Aí foi o jeito achar um mecânico para fazer um conserto rápido para seguir viagem.

A próxima parada estava prevista para Teófilo Otoni encontrar com Léo PP e abastecer. Cheguei lá por volta das 11:30 com o Léo já preocupado com a minha demora. Foi basicamente abastecer e seguir viagem, pois estávamos doidos para pegar uma praia ainda na sexta-feira.

Gastamos pouco menos de 1 e meia até Nanuque para a última parada para abastecimento, pois daí pra frente seria apenas acelerar até Prado.

Conseguimos chegar a Prado cedo e encontramos com Kael na praia que nos ofereceu estadia caso a casa onde o Zé dos Inconfidentes estivesse cheia. Conversando com Zé decidimos ficar no Kael mesmo, pois estava mais tranquilo. Além de ter lugar para guardar as motos.

O evento pode ser considerado 80% a praia e outros 20% o evento em si. Todo mundo vai pra praia na parte da manhã e só sai de lá no final da tarde. Por isso o evento mesmo só começa depois das 17 horas. 

Na sexta-feira estava tão cansado que o pouco que bebi fiquei louco. Pedi até pra uma catadora de latinha ir comprar remédio pra mim na farmácia, mas ela não quis nem mesmo oferecendo dinheiro.. hahaha... Bêbado é foda...

Acordamos cedo, demos uma passada nos Inconfidentes na farmácia para comprar o bendito do remédio pra mim e depois praia. O dia inteiro na praia tomando uma cerveja e comendo um peixinho. Cansados de tanta folga voltamos pra casa e dormimos.

Acordei pior que estava. Com uma azia do cão. O resto da noite foi toda sentado e batendo papo com o Kael na barraca dele. Não aguentei muito e fui deitar. Aproveitei pra descansar bastante, pois sairíamos no domingo cedo.

Saímos as 6 da manhã em ponto e logo nas primeiras curvas mais fechadas de Teixeira de Freitas vimos uma acidente com uma mulher e na curva seguinte outro acidente. Todos com a turma que estava indo embora de Prado. Serviu de alerta para a nossa voltar ser feita com mais atenção. Demos uma parada no segundo acidente, o pessoal do Inconfidentes tinha parado.

Chegamos em Nanuque por volta das 8:30 onde lanchamos e abastecemos. Combustível suficiente para chegar em Teófilio Otoni. Apesar da quantidade de moto que tinha na estrada a viagem foi muito tranquila. Chegamos em Teófilio Otoni por volta das 10:00 onde o Léo, ficou para passar mais uns dias com seu tio e seguiria viagem até Itabira para fazer um voo de parapente.

Sozinho novamente, enrolei o cabo com força gastei 2 horas certinha até Ipatinga, mas não adiantou muito. Já em Ipatinga me avisaram que a ponteira do meu escapamento tinha caído. A moto estava com um barulho escroto, mas como viajo escutando música nem percebi a diferença. 

Em Ipatinga foi basicamente abastecer e seguir viagem até Itabira onde gastei mais uma hora.

Excelente viagem, excelentes companhias, praia, cerveja e contra tempos. Viagem completa. Que venham mais como essas, mas sem perder partes da moto.

domingo, 3 de março de 2013

Décimo Terceiro e Décimo Quarto Voo

Esse final de semana estava previsto chuva na parte da tarde, mas como a gente teria que ir para Timóteo, levei o equipamento junto, pois na volta para Belo Horizonte iríamos passar próximo a rampa e se tivesse sol aproveitaria para voar.

Chegamos na rampa e a turma estava toda lá esperando rolar um vento para sair para voo, mas quando veio, não veio forte. Ficou um ventinho fraco soprando na rampa.

O primeiro a sair foi o Mestre Flávio que ia fazer um voo duplo. Então esperamos ele sair para ver se pelo menos sustentava e assim que ele saiu e vimos que ele conseguiu sustentar por alguns minutos foi um alvoroço para sair. Todo mundo estava esperando o biruta pra não perder o voo.

Brunão saiu para o voo e logo depois eu fui. Fiz os procedimentos de rampa e corri para o voo. Dessa vez voei com o meu rádio xing ling que comprei.
O rádio é terceiro equipamento que compro. Um rádio amador Icom V-89 (não existe esse modelo da Icom). O xing ling mostrou que funciona direito. Só tenho que memorizar as funcionalidades dele. :-)
Mesmo com o vento fraco conseguimos ficar por volta de 15 minutos voando. Quando perdi muita altura direcionei para o pouso das cobras. Pouso perfeito.
Esse pouso das cobras tem suas vantagens. É perto para o resgate, podemos ficar tentando voar o máximo que quisermos e você pode escolher onde quer pousar e qual a direção. A desvantagem é que o pouso é acelerado por não ter vento. Aí tem que correr um pouco para comer capim.
A minha digníssima fez o resgate e voltando para a rampa vimos o Wilson conseguindo se manter em voo. Foi só o tempo de voltar para a rampa e voar de novo.

Procedimentos de rampa feito, controle e corrida para o voo. Nesse segundo voo tive que ignorar a regra de tráfego, pois o piloto que vinha direção não respeitou. Essa situação ainda não tinha ocorrido comigo, mas serviu como alerta.
É melhor perder o voo por não conseguir ficar no lift do que perder os dentes ou até mesmo a vida por bater de frente com outro piloto. A regra existe, mas ao que parece nem todo mundo conhece ou nem todo mundo segue. É como o Mestre Flávio sempre fala: na dúvida sai de perto.
Como o vento continuou fraco, não consegui ficar mais que 20 minutos voando e novamente direcionei para o pouso das cobras, mas dessa vez estava querendo pousar onde o Brunão tem costume de fazer o pouso que é uma área mais alta, mas a área de pouso é menor. Consegui fazer outro pouso perfeito.

Mais uma vez a digníssima fez o resgate e quem ficou tomando conta das crianças hoje foi o Beto. Valeu Beto.

Para um dia que estava correndo o risco de chover conseguir fazer 35 minutos de voo está bom de mais.

Nesse segundo controle na rampa ganhei um elogio do Mestre Flávio. Os treinamentos que fiz valeram à pena.

Nesse dia vi o Cleitão voando com a vela nova dele. É simplesmente um absurdo o tanto que a vela voa. Além de ser muito bonita. Até o Wilson que possui uma vela do mesmo modelo só que mais antiga elogiou a vela.

De resto foi bater um papo no mata burro e voltar para casa.

Local: Rampa Itabira - Principal
Quantidade de voo: 2
Tempo de voo: 35 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 14
Tempo de voo: 4 hora e 38 minutos