sábado, 15 de dezembro de 2012

Segundo e Terceiro Voo

Hoje a condição não estava muito boa na hora que fomos voar. Pouco vento e o pouco que tinha não estava constante.

Mas se não tem vento pra fazer lift vai de prego mesmo. Rodar de Belo Horizonte pra Itabira e não conseguir nem ao menos tirar os pés do chão não vale.

Todo mundo equipado e supervisionado pelo Mestre Flávio e está pronto pra correr e curtir.

Cleitão foi primeiro e fez um belo prego. O aprendizado desse garoto é fora do normal. Como ele já tinha pousado no local onde deveríamos pousar, o Flávio pediu pra ele ir primeiro e depois o Nilson também foi pra me auxiliar no pouso. (Acho que o Mestre está com medo de eu tentar relembrar os pousos na escolinha)

Decolagem conturbada devido a falta de vento, mas saímos. Como estava praticamente sem vento foi basicamente voar e direcionar para o pouso. Flávio não deixou nem brinca direito.

Chegando perto do pouso o Flávio deixou que o Nilson fizesse as instruções, pois ainda não tinha pousado perto do canavial, mas como estava a favor do vento e ainda alto resolvi dar mais uma volta e fazer o pouso contra o vento. Resultado: mais um pouso perfeito. Estou começando a ficar fera nisso.

Fomos resgatados pela a Priscilla e voltamos para a rampa. 
O melhor da rampa é não ter que subir andando o morro. Alguém tem que resgatar de carro ou moto. E subir o morro era o grande problema nas aulas. Aquilo tirava todas as minhas forças e algumas vezes até a vontade de voar de novo.
Quando chegamos na rampa o pouco vento que tinha mudou de direção e o Flávio sugeriu um prego da Rampa do Pesque e Pague para que eu conhecesse. Nesse eu nunca tinha ido, mas o Cleitão já tinha voado e pousa de lá e ia fazer o trabalho de auxiliar no pouso, pois o Flávio não teria visão da rampa.

Dessa vez teríamos a companhia do Bruno que chegou a fazer algumas aulas na Escolinha com a gente.

Na primeira tentativa de decolagem um capote com direito a ser arrastado pelo o parapente. Alguns arranhões na mão e mais nada.

Segunda tentativa de decolagem foi perfeita, inflagem e corrida perfeita. Como o vento estava fraco o voo também foi basicamente decolagem e direcionamento para o pouso, mas deu pra brincar um pouco até chegar a área de pouso.
Como já era no final do dia esse voo não vai sair da minha cabeça. A visão que eu tinha do sol se pondo e assistindo de camarote foi simplesmente fantástico. Não sabia se olhava pra onde eu tinha que ir ou se olhava para a cena. Uma pena não ter tirado uma foto.
Cleitão foi passando as coordenada, mas cheguei alto novamente e tive que pousar um pouco mais a frente de onde eles tinham pousado, mas mesmo assim, outro pouso perfeito mesmo sendo num aclive. Essa rampa chama de pesque e pague, pois de lá dá pra ver o pesque e pague ao lado da rodovia e a área de pouso fica num lote bem em frente.

Mais um dia perfeito e mais importante que voar nesse dia foi treinar decolagem e pouso. Além de conhecer um novo local.

Local: Rampa Itabira - Principal / Pesque e Pague
Quantidade de voo: 2
Tempo de voo: 5 minutos
Pouso: 100%

Total
Quantidade de voo: 3
Tempo de voo: 35 minutos

sábado, 8 de dezembro de 2012

Primeiro Voo

Hoje fiz o meu primeiro voo da rampa de Itabira. Foi simplesmente muito bom. 

Infelizmente meu parceiro Cleiton Pereira, Cleitão, não pode ir, pois teve compromisso.

A todo momento sendo intruido pelo Mestre Flávio Valadares via rádio.

Para um primeiro voo foi melhor do que eu poderia imaginar. Consegui ficar 30 minutos no lift.

No primeiro momento o Flávio solicitou que os outros pilotos ficassem longe de onde eu estava. Assim teria menor preocupação com tráfego. (Espero que seja isso mesmo e não o medo de eu derrubar alguém).

As primeira curvas foram instruídas e após um tempo o Flávio foi me liberando pra fazer o voo sozinho.

Deu pra praticar regra de tráfego e fazer uma cagadinha. Fiz uma curva pra direita durante o lift e levei uma bronca do Mestre.

Deu pra perceber que a curva pra direita, na mesma direção do vento, é feita bem mais rápida, mas existe o risco de bater na montanha se estiver baixo.

O pouso, meu maior receio devido as constantes queda na escolinha, foi perfeito.
Minha média na escolinha era de aproximadamente 75% de pouso tranquilo e o outros 25% era uma mistura de capoeira com os saltos da Daiane dos Santos. Sempre tinha um ralado pra contar história. A galera que ia na escolinha fica esperando eu voar pra ver como ia ser a queda.
Voltando ao voo, a aproximação foi orientada pelo o Flávio e sendo feita conforme as melhores práticas, sendo feita em 8 até atingir uma altura tranquila para direcionar para o pouso e direcionada para o topo da escolinha. Lugar que estava bem acostumado.

Por incrível que pareça eu consegui ver a biruta e identificar a direção do vento, coisa que pra mim é difícil devido a escassez visual, e como estava com um vento tranquilo foi só direcionar pra ele e fazer o pouso em pé sem nem precisar correr. Stol perfeito.

É simplesmente sensacional poder voar. É uma paz e o único barulho que se escuta é a do vento.

Muito obrigado ao Mestre Flávio por proporcionar essa oportunidade única e a galera da Rampa de Itabira. Todo mundo sempre disposto a ajudar em tudo.

Fiz um compilado do voo que minha esposa filmou do celular dela. A qualidade não foi boa, mas o que importa é ter registrado.
http://www.youtube.com/watch?v=AtksQXC7kNk

Consegui ainda filmar o Mestre Flávio fazendo um pouso na rampa.
http://www.youtube.com/watch?v=RclyeM_5tpk

Local: Rampa Itabira - Principal
Quantidade de voo: 1
Tempo de voo: 30 minutos
Pouso: 100%

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sonho Realizado

Segunda viagem grande que fiz na moto, mas dessa vez pra realizar um sonho antigo: Andar de moto com meu irmão Cléryson.

Marcamos de eu ir para Pirassununga - SP no dia 30/11/2012 e de lá iriamos para um churrasco em Ibiúna - SP na casa de um amigo dele no outro dia.

Na ida iria devagar, pois ele não estaria em casa antes das 21:00 então peguei o meu trajeto que era bem simples e parti. Rota traçada de 619km: Belo Horizonte > Pouso Alegre > Mogi Mirin > Mogi Guaçu > Aguaí > Pirassununga.

Quando cheguei a Pouso Alegre estava começando a escurecer e estava na minha cabeça o que meu irmão tinha falado para não me preocupar que a pista é boa e iluminada.
Boa até que era, mas Iluminada não. Nunca vi tanto bicho batendo na viseira do capacete como aquele dia. Por fim não estava enxergando mais nada e piorei a situação ao passar a mão na viseira. Dai pra frente, até encontrar um posto de gasolina, foi mirando a traseira de um carro.

Quando peguei a rodovia privatizada pensei que agora estava tudo dominado, mas me perdi numa das saídas de Mogi Guaçu e quando percebi estava a 40km de Campinas. Parei perguntei a um caminhoneiro que estava parado na beira da estrada e o cara até assustou quando falei pra onde queria ir.

Retornei para o trajeto correto e antes de Aguaí parei em um posto de apoio da rodovia, para perguntar o caminho e garantir que estava indo caminho certo. 
O rapaz que me atendeu foi muito educado e ainda me passou a quilometragem de cada ponto que eu deveria fazer. Por isso acho que tem que privatizar essas rodovias tudo. Se colocasse um servidor público era capaz de não ser atendido tão bem e ainda mais aquela hora da noite. 
Outra observação é em relação aos pedágios. Todos os pedágios que peguei dentro de São Paulo são gratuitos para moto e os pedágios dentro de Minas (Fernão Dias) custam R$ 0,70. Não é muito, mas qual será o gasto que as rodovias de São Paulo não tem com moto que a Fernão Dias tem?

Enfim cheguei a Pirassununga e encontrei com meu irmão. Gastei 1 hora pra sair de dentro de Belo Horizonte mais 7 horas pra chegar em Pirassununga. Tomamos uma cerveja, comemos uma carne e fomos dormir, pois no outro dia iriamos sair cedo.

Acordamos, tomamos um café da manhã, abastecemos as motos e fomos acelerar, mas eu queria andar na moto dele então fui pra Ibiúna na dele e ele na minha. Eram 261 km de estrada perfeitas. Rod. Anhanguera e depois Rod. dos Bandeirantes.

Ele custou tomar coragem para acelerar a moto enquanto eu só queria saber até quanto a dele ia comigo que sou pequeno e leve. Até que ele resolveu acelerar.. chegou a mais de 200 km/h e segundo ele eu consegui chegar a pouco mais de 170 km/h. Tava bonito vendo meu irmão fazer curva e eu me senti mais seguro fazendo curva na dele do que na minha.
As estradas de São Paulo são um convite para acelerar. Um tapete e bem sinalizada. Não é atoa que passaram diversas motos pro nos a milhão.
Abastecemos novamente em São Paulo, capital, e seguimos pra Ibiúna. Chegamos lá, gastando aproximadamente 3 horas e meia, coloquei as roupas e o tênis pra secar no lado de fora da casa e fomos pro churrasco. Pessoal tudo gente boa e de prosa boa. Foi um dia muito bom, mas a noite choveu e muito. Eu só lembrava das minha coisas do lado de fora e que no outro dia eu ia sair cedo pra voltar pra casa.

Acordei com aquela ressaca tradicional e vim embora. Com a roupa e tênis todo molhado. Trajeto de 663 km (Ibiúna > São Paulo > Belo Horizonte) molhado.

Após uma hora e meia andando em terras mineira parei para abastecer. Enquanto estava abastecendo passa um monte de moto esportiva a milhão. Acabei de abastecer e fui continuar a viagem. De repente outras 3 motos esportivas me passaram. Aí eu pensei: Vou seguir esses caras. Até que tentei, mas os caras estavam sentando o porrete e eu sou um cagão pra andar do jeito que eles estavam e parei de acelerar.

E pra minha surpresa no primeiro posto de pedágio a Polícia Rodoviária Federal estava esperando essa galera. Tremi nas base de acharem que eu estava junto com eles, mas deixaram eu passar sem ao menos me parar. Quando olhei pro lado estava um caminhão de reboque cheio de moto esportiva e no asfalto mais algumas esperando outro reboque.
Quase que sai na TV da pior maneira. Olha a reportagem dos motociclistas.
http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2012/12/policia-prende-11-motociclistas-por-racha-na-fernao-dias.html

Cheguei em casa sem problema gastando 7 horas, apesar de ter pegado bastante transito em São Paulo e na chegada de Belo Horizonte, e com a certeza que tenho que fazer mais viagens com meu irmão. E quem sabe fazer nosso velho comprar um triciclo pra gente andar junto.

Valeu meu irmão. Te amo velho.