domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sétimo e Oitavo Voo

O dia começou bem. Pulo da cama, olho para o céu e nenhuma nuvem. Sol rachando. Junto as tralhas e a família e seguimos rumo a Itabira. A intenção do dia é praticar controle na escolinha na parte da manhã e voar da rampa na parte da tarde.

Na escolinha o vento estava ideal para praticar. Vento constante e apenas algumas rajadas mais fortes que daria para aproveitar e tirar os pés do chão. Consegui fazer vários controles e vi que realmente estava precisando praticar.

Fomos para a rampa, mas o vento estava soprando com toda força na Rampa do Pesque e Pague. Como estava muito bagunçado o Mestre Flávio não me deixou voar. Nesse caso é sentar e esperar uma condição para poder voar.

Depois de muita espera chegou a minha hora. Equipamento conectado, vela na cabeça, controle realizado e correr pra voar. Em alguns momentos senti alguns solavancos, mas nada que preocupasse. A vontade mesmo é que esses solavancos fossem alguma térmica e a vela subisse. Não consegui ficar muito tempo, mas deu pra curtir uns 5 minutinhos brincando. Quando senti que não teria mais sustentação direcionei para o pouso.

Foi aí que começou o problema. Mentalizei o trajeto, direcionei, mas chegando perto do pouso perdi muita altura. Desci a favor do vento e na direção do morro. Tentei corre, mas não teve jeito. Virei Jean Claude Van Damme em Desafio Mortal. Capoeira na alta. Pernada pra todos os lados. Capote subindo a ladeira foi a primeira vez... :-)

Algumas escoriações no joelho, um monte de barro para todos os lados do corpo e o orgulho ferido. Primeiro capote desde que comecei a voar da rampa. E lá se vai os 100% no pouso. Pelo conjunto valeu 25% por não ter acontecido nada pior.

Arrumei o equipamento e Bruno avisou que eu tentaria outro voo. Minha digníssima esposa fez o resgate e partimos para uma nova tentativa.

Equipamento conectado novamente, vela na cabeça e correr pra voar. Desta vez não teve muito o que fazer foi basicamente brincar um pouco e direcionar para o pouso. Tinha menos sustentação que a primeira tentativa. Acredito que tenha dado no máximo uns 3 minutos em voo.

Mais uma vez, metalizei o pouso, direcionei contra o vento, fiz a aproximação e... estolei alto, segundo o Cleitão. Dessa vez rolou uma Capoeira de Angola. Pernas a meia altura. O locais do corpo que não tinha sujado de barro no primeiro capote, sujei no segundo.
No dia que consigo melhorar o controle piorei no pouso. Não vou mais treinar controle. Prefiro não saber controlar a vela em solo do que sair todo arranhado dos pousos. :-) Mesmo que a vontade seja de ficar mais tempo voando, os pregos são importantes para treinar tanto o saída da rampa quanto o pouso. Por isso tem que treinar os dois e ficar bom nos dois.
Nessa não teve orgulho ferido, foi ódio mesmo. Dois capotes no mesmo dia e praticamente no mesmo lugar. Tudo bem que o local não é dos melhores para pouso, mas dois capotes é sacanagem. Vou me dar 75% pelo o pouso, pois errei no momento do estol.
Nesse dia aconteceu um fato que serviu pra deixar o resto do grupo mais alerta sobre a atenção que se deve ter ao fazer as conexões do parapente. Um dos pilotos fez os engates, mas não conferiu se estava tudo correto e não viu que um dos mosquetões não fechou corretamente. Ficando um tirante preso apenas pela a ponta do mosquetão. Apesar de ser um esporte gostoso e seguro, existe o risco e precisamos estar sempre muito atento ao que estamos fazendo para que não ocorra acidentes mais graves.
Depois desse dia, o jeito é voltar pra Belo Horizonte, pensar nos erros cometidos e tomar um banho, pois tava com barro pelo o corpo inteiro.

Local: Rampa Itabira - Pesque e Pague
Quantidade de voo: 2
Tempo de voo: 8 minutos
Pouso: 50%

Total
Quantidade de voo: 8
Tempo de voo: 1 hora e 28 minutos

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